Da precarização à uberização: lógica do trabalho sob demanda avança
A uberização do trabalho não nasceu com os aplicativos e tampouco se limita a motoristas e entregadores. Ela faz parte de uma transformação mais profunda das relações de trabalho, marcada pela informalização, terceirização, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e pelo uso crescente de tecnologias para controlar e organizar a força de trabalho. Essa é a avaliação da pesquisadora Ludmila Costhek Abilio, da Unicamp, que há anos estuda as transformações no mundo do trabalho. Para ela, compreender a uberização exige olhar menos para os aplicativos e mais para a forma como o trabalho passa a ser organizado.