CNM/CUT mobiliza em Brasília pelo fim da escala 6x1 sem redução de salários
Na terça (24) e quarta-feira (25), a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) realizou uma mobilização em Brasília (DF) para dialogar com parlamentares e ministros sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada sem redução de salários. A FTM-RS participou ativamente da mobilização, que reuniu outras federações e delegações dos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, além do Rio Grande do Sul, reforçando a articulação nacional em defesa da pauta e ampliando a incidência política da entidade no Congresso Nacional.
A agenda ocorreu em uma semana estratégica, marcada pela escolha do relator da proposta que trata da redução da jornada. Para o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, a presença da entidade na capital federal foi decisiva para demonstrar a força da categoria e o compromisso com a mobilização permanente até a votação final da matéria.
“Esta agenda em Brasília foi estratégica. Estamos em um momento importante, com a definição da relatoria da pauta da redução da jornada e do fim da escala 6x1. Mostramos para todo Brasil que será preciso intensificar a mobilização até conquistarmos essa pauta tão importante para a classe trabalhadora brasileira”, afirmou o presidente da CNM/CUT.
Durante as agendas, Loricardo entregou a Giancarlo Moreira Gama, coordenador da Comissão de Assuntos Econômicos do Conselhão, o documento que formaliza a prioridade da pauta. Segundo ele, o gesto consolidou o diálogo direto com os espaços de formulação econômica e social do governo federal, fortalecendo a defesa da proposta como tema central da classe trabalhadora.
Ao lado de parlamentares, a comitiva esteve na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados para acompanhar a votação do relator da PEC que pode acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada sem redução salarial, reforçando a pressão institucional sobre o tema.
Mobilização nas bases
Loricardo destacou que trabalhadoras e trabalhadores que participaram dessas agendas em Brasília retornaram aos seus estados com a responsabilidade de ampliar a mobilização nas fábricas e nas ruas.
“As metalúrgicos e os metalúrgicos da CNM/CUT que estiveram em Brasília saíram com o compromisso de intensificar a mobilização a partir de agora até a conquista final, que deve ocorrer em breve no Congresso Nacional. Vamos precisar ir para as ruas, realizar assembleias nas fábricas e fortalecer essa mobilização nacional”, reforçou.
Outras pautas estratégicas
Além da redução da jornada, a mobilização tratou de temas estruturantes para a indústria e para o trabalho. Entre eles, os desdobramentos do acordo entre Mercosul e União Europeia, com a defesa da participação ativa de trabalhadoras e trabalhadores nos grupos de trabalho que discutem os impactos do tratado.
Também esteve na pauta a entrega das reivindicações do setor naval, com a defesa de que o processo de reconstrução e fortalecimento da indústria naval brasileira esteja necessariamente vinculado à garantia de direitos e respeito às condições de trabalho.
“O trabalho precisa estar no centro do projeto de desenvolvimento. A indústria naval é promissora e estratégica para o Brasil, mas é fundamental que esteja comprometida com direitos e respeito. E a redução da jornada será uma grande vitória que precisamos conquistar, porque a vida não é só trabalho”, concluiu o presidente da CNM/CUT.
Fonte: CNM/CUT