FTM-RS promove formação para mulheres metalúrgicas
A Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS (FTM-RS), através do Coletivo Gabi, inicia nesta sexta-feira (4), o curso “Cutistas e Combativas - Formação para Mulheres Metalúrgicas”. A atividade será no auditório da FETAR-RS (rua Voluntários da Pátria, 595/1201, 12º andar), das 8h30 às 16h e este primeiro módulo abordará a legislação constitucional e trabalhista.
O objetivo é capacitar as participantes para atuação qualificada e protagonista no movimento sindical, com domínio dos instrumentos legais, das práticas de negociação e dos princípios políticos que orientam a atuação da CUT, fortalecendo a participação das mulheres nas lutas da categoria.
De acordo com a vice-presidenta da Federação, Eliane Morfan, essa formação nasce da necessidade de fortalecer e ampliar a participação das mulheres metalúrgicas no movimento sindical, criando espaços de aprendizado, reflexão, troca de experiências e construção coletiva. “Mais do que capacitar, queremos formar mulheres conscientes de sua força, de seus direitos e de seu papel na organização da classe trabalhadora. Mulheres preparadas para ocupar espaços de decisão, participar das negociações coletivas, atuar nas bases e levar para as mesas de negociação as demandas e as realidades vividas diariamente pelas trabalhadoras”, afirma ela.
A ideia, segundo Eliane é construir uma formação que dialogue com a realidade das trabalhadoras, enfrentando os desafios que ainda marcam o mundo do trabalho, como a desigualdade, a discriminação, a dupla jornada, a falta de políticas de cuidado, a violência e a dificuldade de acesso das mulheres aos espaços de poder e decisão.
“Formar é transformar. Organizar é fortalecer. E ocupar espaços é também construir mudanças. Por isso, esta formação é um investimento na construção de uma nova geração de mulheres metalúrgicas capazes de liderar, organizar, lutar, negociar e transformar a realidade. E precisamos de mulheres cada vez mais preparadas, atuantes, unidas e protagonistas, porque quando uma mulher se fortalece, fortalece outras mulheres e contribui para transformar toda a organização sindical”, defende.
“Esperamos que cada mulher que participe, saia não apenas com mais conhecimento, mas com mais coragem, consciência, autonomia e disposição para ocupar seu lugar na luta sindical e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, conta Eliane.
Toda a formação tem uma carga horária prevista de 40 horas, em quatro módulos e é direcionada para as mulheres dirigentes da categoria metalúrgica. Todas as etapas devem ocorrer ainda neste ano.
Fonte: FTM-RS