Assembleia geral aprova reajuste real e avanços na CCT dos metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita
REAJUSTE REAL NOS SALÁRIOS
Por unanimidade, foi aprovado um reajuste de 5.25% retroativo a 1º de maio, o que garantiu a reposição das perdas inflacionárias (INPC de 4,11%), mais aumento real. O percentual é aplicável até o limite salarial de R$ 10.891,00. Para os ganhos acima do teto, será concedido um abono de R$ 571,78.
VALORIZAÇÃO DO PISO
Pelo segundo ano consecutivo, as negociações do Sindicato garantiram reajuste acima da inflação para o piso da categoria. No acordo aprovado pela assembleia, além da reposição das perdas inflacionárias (4,11%), ficou garantido o acréscimo de 2,5%, que elevou o piso para R$ 2.175,00, valendo a partir de 1º de maio.
A base de cálculo do Quinquênio foi outro ponto da pauta que segue avançando nas campanhas. Após divergências na interpretação do texto, a cláusula voltou a ser aplicada em 2025, inclusive com a atualização da base de cálculo. Para 2026, novamente a base foi atualizada, passando de R$ 2.850,00 para R$ 3.000,00.
CONQUISTA DO AUXÍLIO-CRECHE
Reivindicado há anos na base, o Auxílio-Creche entra na Convenção Coletiva a partir de maio de 2026. O benefício, no valor mensal de R$ 218,00 por filho, passa a valer para as trabalhadoras metalúrgicas por 18 meses após o retorno da licença maternidade e é aplicável às empresas com, no mínimo, 15 mulheres com mais de 16 anos de idade, que não mantenham creche própria ou conveniada.
DOAÇÃO DE SANGUE
Previsto na cláusula 42ª da Convenção Coletiva de Trabalho, o direito de se ausentar do serviço, sem prejuízo salarial, para realizar doação de sangue foi ampliado de 2 para até 3 dias ao ano.
AVANÇOS NA PROTEÇÃO E NO APOIO ÀS TRABALHADORAS
Um ambiente de trabalho seguro, saudável e solidário, especialmente às trabalhadoras mulheres, agora é uma garantia prevista na Convenção Coletiva de Trabalho. Motivado por denúncias e pela crescente nos números de feminicídio no Estado, o Sindicato levantou na mesa de negociações o debate e conquistou duas importantes cláusulas, que garantem apoio às vítmas de assédio moral e sexual, e também que incentivam campanhas de combate ao feminicídio dentro das empresas.
Na avaliação do presidente do Sindicato, Paulo Chitolina, as trabalhadoras tiveram avanços importantes na campanha salarial deste ano. “Tivemos conquistas diretas, como as cláusulas de proteção e apoio às violências de gênero e a inclusão do auxílio-creche, mas também sabemos que a valorização do piso, por exemplo, é um ponto que impacta muitas trabalhadoras. As pesquisas mostram as diferenças salariais entre homens e mulheres e nós conhecemos a realidade na nossa base“, destacou.
FIM DA 6X1 E 40h JÁ!
A luta nacional pelo Fim da Escala 6×1 e pela Redução da Jornada de Trabalho atravessou a Campanha Salarial deste ano. Contrários às mudanças, os sindicatos patronais arrastaram as negociações, alegando um cenário de incertezas e aumento de custos com as mudanças na legislação trabalhista. O impacto veio também nas propostas iniciais, que ofertavam apenas a inflação e de forma parcelada, como ocorreu na mesa da Fiergs.
Mesmo após a aprovação do acordo que decretou o fim da Campanha, a categoria deve seguir mobilizada, pressionando o Senado Federal para que a PEC 221/2019 seja levada à votação.
“Conquistar aumento real e avanços na convenção coletiva em meio a um cenário de grande pressão dos empresários, mostra a força da mobilização dos metalúrgicos. O Sindicato vai seguir mobilizando a base pela redução da jornada, que impacta diretamente a categoria, mas também pelas pautas que ainda precisamos avançar, como é o caso do vale-alimentação. Nossa luta é contínua, não se encerra nesta assembleia“, afirmou Chitolina.
Fonte: STIMMMEC