Nota de pesar: Frei Sérgio, presente!
A Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS (FTM-RS) lamenta profundamente o falecimento do companheiro, militante das causas sociais e ambientais, da agroecologia, frade franciscano, Frei Sérgio Antônio Görgen, aos 70 anos. A morte ocorreu nesta terça-feira (3/2), devido a um infarto. Frei Sérgio será velado ainda hoje, em Hulha Negra e Candiota (dois municípios vizinhos) e seu sepultamento será amanhã (4), em Daltro Filho, no município de Imigrante/RS.
Ao longo dos anos, através da FTM-RS, os metalúrgicos gaúchos tiveram uma relação de proximidade, solidariedade e luta em conjunta com Frei Sérgio e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). “Temos muito orgulho e honra de termos convivido e sonhado ao lado de Frei Sérgio”, resume o diretor da FTM-RS, Milton Viário.
De acordo com ele, entras muitas lutas e sonhos compartilhados, está a criação do Programa Camponês, que visava a mecanização da agricultura familiar e camponesa, com valorização dos trabalhadores metalúrgicos. Na segunda metade da década de 1990, os metalúrgicos junto com os campesinos e Frei Sérgio, realizaram uma semana de manifestação, chamada de Ferramentaço, para denunciar a situação de pequenos agricultores e demissões nas indústrias que atingiam a categoria. E foi juntos, numa mobilização contra a seca, que metalúrgicos e pequenos agricultores, liderados por Frei Sérgio, marcharam de Montenegro até Porto Alegre, que contribuiu para a origem do MPA.
Chamado de “o frade vermelho”, Frei Sérgio completou 51 anos vestindo o hábito. Nesse período, fez greves de fome, pela luta por crédito agrícola nos anos 90 (na sede do Sindicato dos Bancários), contra a Reforma da Previdência em 2017, e pela democracia em 2018, em frente ao STF. Também foi deputado estadual pelo PT (entre 1999 e 2002), sobrevivente e cronista do Massacre da Fazenda Santa Elmira (1989).
Frei Sérgio, presente!
Fonte: FTM-RS com informações da CUT-RS